

Garanhuns: Assassinos de
mulheres vendiam salgados recheados de carne humana.Segundo o delegado Wesley Fernandes, que está à
frente do caso, durante o depoimento de Isabel Cristina, ela confessou que
parte dos salgados – coxinhas, risoles, empadas, entre outros – que ela fazia
para vender na cidade eram recheados com a carne das vítimas. “Depois que eles
esquartejavam, a carne era congelada, desfiada e também utilizada para
alimentar a família, inclusive dando partes dos corpos para a criança que
morava com o trio. Além disso, segundo Isabel, a parte preferida era o coração
das vítimas. Mas nada sobrava. Eles também usavam o fígado e os músculos das
pernas que eram fervidos e ingeridos, numa espécie de ritual macabro”, explicou
o delegado. A polícia acredita que esse mesmo ritual foi feito também com
outras vítimas.A polícia encontrou carne humana na geladeira da casa dos
assassinos.A vendedora de salgados
- Isabel Cristina Pira, 50, dona de
casa, casada com Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 50, fazia os salgados em
casa e saia pelas ruas do centro de Garanhuns vendendo empadas, coxinhas,
sempre com o argumento que estava precisando comprar remédios e colocar comida
em casa.Elas foram assassinadas, esquartejadas e enterradas no quintal da
casa dos assassinos. Quando a polícia chegou à residência foi recebida por uma
criança de apenas cinco anos de idade que mostrou aos policiais, “o local onde
os pais mandavam as pessoas para o inferno”. Ela foi levada para o Conselho
Tutelar da Cidade e os acusados, Jorge Negromonte, Isabel Cristina e Jessica
Camila foram encaminhados para a 2ª Delegacia, onde confessaram ter cometido o
crime.A mãe da vítima. Em entrevista, Celma Maria Leandro da Silva,
42, mãe de Alexandra da Silva (vítima), tinha esperança de encontrar a filha
ainda viva. Segundo ela, Alexandra saiu de casa no dia 12 de março, dizendo que
ia resolver uma questão de emprego, já que uma mulher (que seria Isabel, uma as
acusadas) teria lhe oferecido uma oportunidade de trabalho, enquanto pegava
ônibus no centro da cidade.Revolta. Moradores da Rua das
Emboabas, no bairro Jardim Petrópolis - onde aconteceu o crime - arrombaram a
residência dos acusados e atearam fogo no imóvel. A Polícia também registrou um
saque no local. Quatro pessoas foram detidas.Entre elas, três menores.
O livro - Com frieza, Jorge Negromonte registrou cada passo dessa atrocidade em
34
capítulos distribuídos em 54 páginas de ofício. Com direito a
ilustrações demoníacas, sumário, biografia e um roteiro de magia negra, o
acusado relata como matou as vítimas e o prazer em acabar com, o que ele chama
de “adolescentes do mal”.Confira alguns trechos do livro: Capítulo XXVI. A dividida. Vejo
aquele corpo no chão, Jéssica desconfia que ainda se encontre com vida, pego
uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e
ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo.Ao olhar para o corpo já
sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lamina e começo a
retirar toda a sua pele, e logo depois à divido.Eu, Bel e Jéssica nos
alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o
resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente...Capítulo XXIV. o plano macabro de destruir a
adolescente maldita –“Um dia eu aproveitando que a
adolescente do mal não estava, combinei com Bel e com Jéssica um modo de
destruí-la, e chegamos a uma conclusão: Matá-la, dividi-la e enterrá-la. Só que
cada parte dela em um lugar diferente.Era uma noite de chuva forte, relâmpagos
e trovoadas. A criatura do mal estava em um quarto da casa; olho para Bel e
para Jéssica com um olhar de que aquela noite seria o momento certo para
destruir o mal."Todo ser humano tem instinto assassino, e tal instinto é
liberado em situações como essa. O homem também é o único ser que mata por
prazer, mas até o matar por prazer é uma espécie de autoproteção do seu eu...”Depois
de localizar os corpos de duas mulheres assassinadas, esquartejadas e
enterradas no quintal da casa dos acusados Jorge Negromonte, 50 anos, Isabel
Cristina, 51, e Jéssica Camila, 22 anos, na Rua das Emboabas, no bairro Jardim
Petrópolis em Garanhuns, a Polícia Civil segue com as investigações e a cada
momento se depara com novas informações que têm chamado a atenção das
autoridades. Desta vez, um livro foi localizado.Distribuídos em 50 páginas de
papel ofício, Jorge Negromonte narrou cada detalhe do crime que cometeu ao lado
da esposa e da amante.O folheto, que tem como título "Revelações de um
esquizofrênico", parece um livro de magia negra. Com direito a ilustrações
com figuras demoníacas, biografia, sumário e 34 capítulos, o acusado queria
deixar perpetuado o ato de brutalidade. Tanto que, não bastasse a frieza em
descrever os fatos, levou o livro impresso (em gráfica rápida) e o registrou no
Cartório do Terceiro Ofício de Notas em Garanhuns (às 15h36 do dia 28 de março
deste ano).Assassinos esquartejaram vítimas e enterraram os corpos na própria
residência.Desde a manhã de quarta-feira (11), quando a Polícia Civil chegou
até uma residência da Rua das Emboabas, no bairro da Liberdade em Garanhuns, no
agreste de Pernambuco, e localizaram os corpos de duas mulheres que estavam
desaparecidas, a população demonstra a revolta ao acompanhar de perto essa
tragédia.De acordo com a polícia, a casa dos assassinos foi arrombada e
saqueada, por volta das 19h30. Ao todo, quatro pessoas foram detidas. Entre
elas, três menores. Nada restou na residência.