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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Companhia Vale do Rio Doce



Por PGAPereira.Extrativismo mineral é matéria de interesse nacional mesmo porque não são repostos, são vendidos muito baratos e suas vendas em quantidades enormes, comprometedoras, vão acarretar a sua escassez, levar ao empobrecimento dos futuros brasileiros em poucas décadas.
          Certo dia, o mais famoso filho de Itabira chegou à sacada da sua casa e não viu mais a serra em frente. Serra que fora do seu pai, do seu avô, “de todos os Andrades, que passaram/ e passarão, a serra que não passa”.Serra essa que era “coisa de índios”, tomada pelos brancos “para enfeitar e presidir a vida/ neste vale soturno onde a riqueza/ maior é a sua vista a contemplá-la”.Deveria ser uma vista eterna. O pico do Cauê, todo de ferro, do melhor minério do planeta, era capaz de soprar “eternidade na fluência”.Mas eis que, em dada manhã, o poeta Carlos Drummond de Andrade olha e não vê mais a serra dos índios e dos muito Andrades. A forma eterna de ser em ferro fora desmontada, “britada em bilhões de lascas,/ deslizando em correia transportadora/ entupindo 150 vagões,/ no trem-monstro de 5 locomotivas/ – trem maior do mundo, tomem nota”.Indignado, o poeta ordena em versos: “foge minha serra vai,/ deixando no meu corpo a paisagem/ mísero pó de ferro, e este não passa”.Se tivesse nascido em Parauapebas, no Pará, como reagiria aquele que muitos consideram não só o maior poeta de Minas Gerais, mas do Brasil? Sua serra acabou como “um retrato na parede, e como dói”. Deixou como herança um hábito, bem itabirano, “de sofrer que tanto me diverte”, reconforta-se o vate mineiro.

A Vale do Rio Doce em Itabira. - Foi a partir de 1942 que Itabira começou a ser explorada por aquela que se tornaria a maior mineradora de ferro do mundo, a segunda maior das mineradoras em geral, a maior empresa privada do continente latino-americano e a maior exportadora do Brasil: a Companhia Vale do Rio Doce.Vale que ajudou a devastar a bacia do Rio Doce, que lhe emprestou o nome e serviu de maravilhosa paisagem para suas estripulias geológicas de cavar fundas jazidas para inverter serras, que viraram buracos, e depois se reduziram a retratos doloridos na parede de poetas.A CVRD já tinha muita história ao ser vendida em 15 de maio de 1997. Mas tudo que fez em 55 anos como estatal, que saiu do papel com a missão de fornecer o minério vital para o esforço das nações Aliadas na Segunda Guerra Mundial contra as potências do Eixo (assim como a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, Rio de Janeiro), foi multiplicado nos 15 anos seguintes como empresa privada.

          O que a Vale já fez em Carajás, 550 quilômetros a sudeste de Belém do Pará, não encontra paralelo na crônica do desmonte de vários dos picos semelhantes ao de Cauê, espalhados por uma das regiões mais belas e de maior densidade histórica e cultural do Brasil, nas antigas Minas Gerais.O trem da estrada de Vitória (no Espírito Santo) a Minas, de 150 vagões, que era o maior do mundo no poema de Drummond, não chega perto do trem de Carajás, hoje o maior de todos.O trem que corre pelos 892 quilômetros da ferrovia de Carajás ao porto da Ponta da Madeira, na ilha estuarina de São Luiz do Maranhão, inaugurada em fevereiro de 1984, tem mais do que o dobro de vagões. São 330, que se estendem por quatro quilômetros de extensão.A composição faz nove viagens por dia. Leva o equivalente a 30 milhões de dólares de um minério ainda mais puro do que o de Itabira, o mais rico da crosta terrestre.Em 2010 o trem parou por vários dias. Uma chuva torrencial inundou toda a parte mais baixa do Maranhão. Os agrupamentos humanos espalhados por uma das regiões mais pobres do Brasil, reduto eleitoral do clã Sarney, ficaram isolados e pessoas morriam ou passavam fome.Enquanto esse drama social acontecia, a tecnologia, o dinheiro, a inventividade e 500 trabalhadores, recrutados para o serviço de levantar diques dos dois lados dos trilhos, se revezavam, sob o comando dos engenheiros da Vale, para fazer a composição cruzar as águas.O trem parecia um animal anfíbio de aço. Nem a enchente o parou. Talvez sobreviva até a um novo dilúvio Noelino. O homem é um capeta no sertão, diria o também mineiro Guimarães Rosa, que de sertão entendia.
          No mês passado houve outra paralisação, dessa vez porque uma ponte em obra desabou. Só três pessoas ficaram feridas, no registro estatístico. Mas 300 mil toneladas de minério deixaram de ser embarcados nos gigantescos navios (um só engole toda essa carga em seu estômago de aço).Os graneleiros atravessam os mares para levar o ferro para o seu maior consumidor, a China, que fica com 60% da produção de Carajás. Outros 20% vão para o Japão.
No ano passado a produção foi recorde: 110 milhões de toneladas, um terço de todo minério que a Vale produziu, com um diferencial: é o filé-mignon do ferro.As jazidas de Carajás deviam durar 400 anos, mas talvez não cheguem a 100. A produção vai dobrar até 2015. O Pará será o maior exportador de ferro do mundo. Produzirá tanto quanto os Estados Unidos no pós-guerra.Ótimo para a Vale (que teve lucro de 30 bilhões de dólares no ano passado, nove vezes o valor da privatização), para a China, para os demais compradores. E para os paraenses?Os paraenses importam pouco. Seu Estado é o 16º em desenvolvimento (IDH) e 21º em PIB per capita (a riqueza dividida pela população). O que importa é o ritmo do trabalho para desmontar as serras, transformá-las em lascas e colocá-las no trem, daí embarcando em navios e serem levadas para bem longe. O resto é detalhe.

          Como o lamentável acidente que aconteceu em Carajás no dia 31 de março. Uma árvore desabou sobre um ônibus que seguia pela Estrada do Manganês, numa das áreas de mineração da empresa, matando três e ferindo nove dos seus ocupantes.À parte a tragédia, acontecendo agora de forma ainda não registrada, um detalhe me chamou a atenção: continua a se chamar Yutaka Takeda o hospital do núcleo urbano de Carajás, em Parauapebas, o 2º município que mais exporta no Brasil (e uma tragédia em indicadores sociais).Quando soube da homenagem prestada pela então estatal, no início dos anos 1990, protestei de público. A denominação original do hospital era Nossa Senhora de Nazaré. Nada mais natural e merecedor de aplausos.Afinal, trata-se da padroeira dos paraenses, que lhe consagram, em Belém, a maior romaria religiosa do mundo. Procissão que conta com mais de um milhão de pessoas.Como a CVRD queria homenagear o big boss da Mitsui, a maior compradora de minério de ferro de Carajás na época, que encontrasse outra forma de bajulação. Inadmissível era fazer a troca da santa pelo executivo, da cultura nativa pela lembrança exótica – e utilitária.Um alto executivo da companhia me garantiu que o hospital voltaria ao seu nome inicial; e me desliguei do assunto.

          O grave acidente do dia 31 me mostrou que fui enganado. Eu e os paraenses que acreditavam que a Vale dava tanta atenção aos seus clientes quanto aos donos da fantástica província mineral, por ela explorada sob concessão do governo federal.Se o que importa é quem comparece à boca do caixa, então que se substitua o nome do executivo japonês pela do capitalista chinês. A China compra, hoje, muito mais minério de ferro do que o Japão de Yutaka Takeda.
 A Companhia Vale do Rio Doce em Carajás

          Em 1980 a Companhia Vale do Rio Doce ainda era estatal. Seu patrão era o governo federal, controlado pelo último general do ciclo de presidentes do regime militar, iniciado em 1964, com a deposição do presidente constitucional e comunista, João Goulart.A CVRD estava a meio caminho de colocar em produção a melhor jazida de minério de ferro do planeta, na serra dos Carajás, 550 quilômetros ao sul de Belém. A entrada desse excepcionalmente rico minério – o mais usado pela indústria – no mercado, em 1984, revolucionou a siderurgia mundial.Dentre outros motivos, por desbancar alguns gigantes industriais, como a americana United States Steel (que foi dona exclusiva de Carajás de 1967 a 1969, quando os militares a obrigaram a se associar à CVRD), a 1ª do ranking nessa época; e favorecer a ascensão das empresas japonesas, chinesas e coreanas. O eixo hegemônico internacional na Amazônia foi deslocado dos EUA para a Ásia, uma tendência que ainda estava em processo na economia global. História que permanece inédita, como quase tudo na Amazônia recente, à espera da disposição dos acadêmicos.Com Carajás, a Vale consolidou sua posição de maior produtora de minério de ferro interoceânico, abriu para si o mercado asiático, galopou para o topo das mineradoras, tornou-se a maior empresa brasileira e a maior exportadora do país. Não é pouco poder. Mas a Vale queria e quer mais.
          Em 1980 ela entregou ao governo um estudo que encomendara. O título estava em inglês: Metal Amazon. O texto, também. O documento nunca precisou ser traduzido para atingir seus objetivos: ampliar ainda mais o domínio da mineradora sobre um território muito maior.A província mineral de Carajás, a mais importante que existe na Terra, ocupa 1,5 milhão de hectares. Mas a Vale desejava controlar um território 10 vezes maior, de 15 milhões de hectares, equivalente ao tamanho do Estado da Paraíba.Para não provocar as previsíveis reações, um órgão oficial foi criado para exercer sua jurisdição sobre esse quase-Estado. Não por mera coincidência, a área do Programa Grande Carajás, coordenado por uma secretaria executiva diretamente ligada à Presidência da República, era praticamente a mesma, em solo paraense, da prevista pelo projeto de criação do Estado de Carajás.Junto com a proposta de emancipação do Tapajós, a oeste do Pará, o projeto foi a julgamento plebiscitário no dia 11 de dezembro do ano passado e acabou rejeitado pelos paraenses, que optaram por manter sua fisionomia tradicional. O projeto de lei foi apresentado no Senado por um representante político do vizinho Estado do Tocantins, não exatamente por acaso (o autor do projeto do Tapajós era de Roraima).
          Nesse espaço, o governo federal, por delegação da empresa, executaria um vasto programa de infraestrutura e de indução a investimentos produtivos, que chegaria a 62 bilhões de dólares (valor da época). O programa, do qual o projeto Carajás da Vale passou a ser apêndice (embora nele tenha tido origem), passou a ser conhecido superlativamente por “Carajazão”, para poder distingui-lo (nem sempre com sucesso) do Carajás “apenas” mineral.Recursos públicos iriam subsidiar tanto ferrovias, portos, estradas e hidrovias quanto siderúrgicas, metalúrgicas e reflorestamentos, em escala ciclópica e com energia intensiva. Era preciso acelerar o ritmo da ocupação, alargar-lhe o horizonte e colocar os produtos gerados a caminho dos mercados internacionais, especialmente da Ásia.Na base ideológica e técnica dessa empreitada, do tal Metal Amazon, a Amazônia era comparada ao monstro de Loch Ness (ou Lago Ness, localizado na Escócia). Os engenhosos ideólogos, que continuam a movimentar as engrenagens da formação das fronteiras econômicas nacionais, recorreram à figura mitológica do monstro para explicar o “fator amazônico”. Este seria um elemento complicador próprio da região (tão selvagem quanto às brumosas paragens escocesas), a onerar os investimentos públicos e privados.
          Mesmo sendo constituída pela maior floresta tropical do mundo (com um terço da mata remanescente), a maior de todas as bacias hidrográficas e a presença humana em seus limites remontando a mais de 10 mil anos, a Amazônia, nessa bitola colonial, seria um “espaço vazio”.Árvores, águas e nativos são invisíveis por essa ótica, que tem sido a matriz da política de dominação da região. Mais do que isso: são estorvos para o desenvolvimento e o progresso, embora estes, na verdade, é que são conceitos estranhos ao bioma amazônico e a toda sua história anterior à chegada dos europeus.Mas que se tornaram impositivos nos tempos atuais em função de poder decisório, tecnologia, capital e outros elementos de força. Ferramentas dos colonizadores vitoriosos, que consideram visões mais íntimas do universo florestal como reminiscências de um tempo morto e enterrado pela “modernidade”. Um anacronismo.Daí ter-se desencadeado a maior destruição de florestas de toda história humana (mais de 700 mil quilômetros quadrados em menos de meio século), pondo-se abaixo um recurso muito mais nobre, como a madeira e toda diversidade biológica, e substituindo-o por outro de valor incomparavelmente inferior.
          É o que explica um município rico em florestas, como São Félix do Xingu, também no sul do Pará, abrigar agora o maior rebanho bovino do país. Milhares e milhares de exuberantes árvores multicentenárias foram abatidas – e continuam a ser derrubadas – para dar lugar a pastos.Sobre essa vegetação rasteira se multiplicaram os animais, com rebanho de 2 milhões de cabeças, sem, no entanto, adquirir qualidade bastante para lhes conferir maior valor agregado minimamente satisfatório no mercado da carne. Maior município pecuário brasileiro é apenas um título de pobreza quantitativa.É também por isso que o orçamento de uma grande hidrelétrica, como Belo Monte, no Rio Xingu, antes mesmo de começar a ser construída, no intervalo de apenas dois anos, passa de 19 bilhões de reais para R$ 28 bilhões (movimento acompanhado pelas grandes empreiteiras nacionais, que pularam da posição de concessionárias de energia para o posto que lhes caibam, de construtoras de grandes obras, em geral superfaturadas).O exemplo mais recente é o da ponte sobre o Rio Negro, ligando Manaus a Iranduba, no Estado do Amazonas, inaugurada no ano passado pela presidenta Dilma Roussef e o ex-presidente Lula. Com 3,6 km de extensão, é a maior já construída sobre águas fluviais no Brasil.Devido aos “fatores amazônicos” engendrados pelo monstro de Loch Ness, o custo da obra cresceu 90% além do limite previsto, indo a mais de R$ 1 bilhão, nos quatro anos em que foi construída.
          Justificativas, números e planilhas sempre são apresentados para dar endosso à obra ou carimbar seu custo extraordinário. Mas quando nenhum argumento é convincente, o desconhecido e inexplicável é chamado à ribalta para assustar os céticos ou iludir os crentes. E assim, sob a face do monstro, a Amazônia desaparece. O monstro invisível e inexorável está vencendo.
           A maioria dos congressistas brasileiros é formada por parlamentares com pouca ou nenhuma instrução educacional ou práticas em comércio internacional, são uns verdadeiros imberbes, avessos a toda sorte de conhecimentos e da história sobre riquezas, ascensão e quedas de nações. Eles não enxergam um palmo além de seus narizes, são praticamente cegos quando o assunto é segurança e interesse da República Federativa do Brasil. O país devia vender chapas de aço cujo custo é 100 vezes maior e acabarem com essa farra de vender por preços irrisórios nossos recursos naturais, lascas de pedras da qual são extraídos quimicamente outros elementos químicos mais caros que naturalmente se encontram misturados ao minério de ferro. O Brasil passou hoje a sustentar a Europa e Ásia falidas com uma arrogância de que suas riquezas naturais jamais serão esgotadas. Nós brasileiros cultos ficamos apreensivos quando o semi-analfabeto Lula ou a presidenta Dilma de descendência estrangeira assessorados pelo PT, um partido oportunista cujos militantes tentam a todo custo sair das suas condições de plebeus e comunistas, tratarem, aprovarem esses assuntos de exclusivo interesse de segurança nacional, e porque não dizer uma matéria exclusiva das Forças Armadas, e que só elas, e somente elas poderiam julgar. A classe política brasileira é constituída na sua maioria por parlamentares leigos quanto a este assunto e que não possuem capacidades intelectuais para discernirem sobre  eventos importantíssimos onde está em jogo o futuro da Nação  Brasileira.     



segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Microfazenda


Por PGAPereira. Construído por Damien Chivialle em colaboração com os alunos do ENSCI, uma pequena micro-fazenda em funcionamento é uma reminiscência de hortas urbanas na aurora da civilização industrial. Um projeto de Ivo Bonacorsi.
A agricultura urbana está sendo tecnologicamente liberada a partir de uma visão utópica, abrindo os horizontes da pesquisa em design contemporâneo em um ritmo acelerado. A criação de micro-fazendas é um dos temas mais fascinantes que já foi visível, infelizmente, apenas virtualmente em requintadas simulações gráficas de vídeos a partir de dados demográficos para fazendas no Facebook. Hoje, no entanto, as oportunidades tecnológicas estão a tornar realidade a sua implementação e padronização de concreto. A micro-fazenda está em exibição no ENSCI, uma das escolas de design mais prestigiada de Paris.Construída em colaboração com o programa de mestrado em criação e tecnologia no ENSCI em Paris pelo pioneiro da agricultura urbana Damien Chivialle, a micro-fazenda assume uma postura radical, uma vez que é acompanhada por um pacote abrangente de iniciativas sobre o uso ecológico de recursos na região de Paris. Não só somos teoricamente capazes de redesenhar parte do uso do espaço metropolitano, abrindo urbanização para o cultivo de recursos alimentares, mas podemos ainda fornecer a energia necessária para realizar projetos dentro do ciclo de crescimento. A viabilidade dessas idéias é demonstrada em um recipiente acessível estufa / criado por Chivialle. Graças a uma simbiose de circuitos aquícolas fechados que misturam elementos animal (peixe) e vegetal (plantas e vegetais) , ele pode transformar os elementos de resíduos produzidos por este sistema de circuito fechado em adubo. Nesta exposição, a construção é uma reminiscência dos jardins urbanos no alvorecer da civilização industrial, mas pode obter bons resultados dentro de uma área muito mais limitada. Desde 2010, duas fazendas existentes, em Zurique e Berlim, já têm criado oportunidades para revitalizar o tecido das comunidades existentes em termos de reciclagem e de produção.
 Graças a uma simbiose de circuitos aquícolas fechados que misturam elementos animal (peixe) e vegetal (plantas e vegetais), a micro-fazenda pode transformar os elementos de resíduos produzidos por este sistema de circuito fechado em adubo.
O objetivo educacional destas estruturas é extremamente importante em lembrar nossa sociedade de consumo - através do uso não apenas metafórico da simbiose entre aqüicultura e hidroponia - que nada está realmente perdido na natureza, mas que os resíduos se transformam em energia e alimento. Certamente, as estruturas são frágeis e até mesmo totêmicas quando instaladas dentro de containeres - objetos que são ironicamente símbolos de mobilidade - e construído com outros elementos industriais que são também os estereótipos da  cultura "pré-fabricada"  que renegocia espaço para a natureza na cidade.
 Um diagrama detalhando a maneira pela qual a exploração da micro-fazenda funciona.
Os limites entre design e arquitetura, na urgência de integrar os processos econômicos e industriais, abandonam a utopia e se materializam em novas preocupações com o desenvolvimento sustentável. O conteúdo desta exposição revela um novo ciclo de trabalho centrado em questões de sustentabilidade ecológica que está em desenvolvimento no mundo globalizado. Temas como a produção de alimentos no contexto urbano, a distribuição local de alimentos para eliminar as emissões de CO2 ou a produção de energia local são apenas alguns dos projetos produzidos pelo ENSCI em parceria com a indústria francesa. A exposição toda é realmente um foco sobre estes aspectos, que hibridizam diferentes disciplinas. Em 26 de Abril, uma mesa redonda oferece a oportunidade de fazer um balanço destas iniciativas de agricultura urbana que estão se intensificando em várias cidades do mundo."Os limites entre design e arquitetura, na urgência de integrar os processos econômicos e industriais, abandonam a utopia e se materializa em novas preocupações para o desenvolvimento sustentável".
Desde 2010, duas fazendas existentes, em Zurique e Berlim, já têm criado oportunidades para revitalizar o tecido das comunidades existentes em termos de reciclagem e produção.
Desde 2010, duas fazendas existentes, em Zurique e Berlim, já têm criado oportunidades para revitalizar o tecido das comunidades existentes em termos de reciclagem e produção.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Poço artesiano é barato

Por PGAPereira

As águas subterrâneas preenchem os espaços vazios existentes nas rochas, formando reservatórios que acumulam cerca de 97% da água doce do planeta. Os rios, córregos e lagos perfazem um total de 3%. As águas subterrâneas são captadas por poços tubulares profundos, popularmente conhecidos como Poços Artesianos, que são alternativas para o abastecimento humano, agropecuário ou industrial.
MINI-POÇOS ARTESIANOS
O que é mini-poço artesiano? - O mini-poço artesiano é um poço tubular com diâmetro variável de duas a oito polegadas (5 a 20 centímetros aproximadamente) de diâmetro e com profundidade de 10 a 60 metros, ou seja, não ultrapassa o lençol de água (lençol freático).Pode produzir até 150 mil litros por dia.O revestimento utilizado pode ser de metal ou tubos de PVC com filtros para permitir a entrada da água. A água pode ser retirada do poço com compressor de ar, bomba injetora ou submersa ou ainda com bomba de pistão acionada por moinho de vento.A palavra Mini-Poço também é um termo popular usado para poço de pequena profundidade, não reconhecido tecnicamente, pois sua captação de água é de lençol freático, ou melhor, lençol de superfície, portanto sujeito a contaminação bacteriana ou química e a esgotamento, pois este lençol é instável em função da falta de chuva.A construção de um poço envolve a seleção dos fatores dimensionais mais adequados à estrutura geológica de seu terreno, bem como a seleção dos materiais a serem utilizados na sua construção. Um bom projeto objetiva uma ótima combinação do desempenho de uma longa duração do poço e no custo razoável da obra.
O que determina a profundidade? - É a localização do poço em relação ao início do lençol de água.Normalmente podemos ter uma idéia desse lençol se houver um brejo nas proximidades, onde, normalmente, é o inicio do lençol freático.Perfura-se de 10 a 30 metros após o início do lençol freático. Desta  forma  o poço terá água  nos períodos de poucas chuvas, quando  o lençol freático  baixa em torno de 3 a  4  metros.Os poços perfurados à rotação ou à lamas são normalmente típicos de formações sedimentares pouco consolidadas e de natureza detrítica, tais como arenitos, argilas, areias, etc., permitindo perfurar sem a colocação da tubagem.Cuidado! O poço pode ser muito profundo, mas não é a profundidade que caracteriza o poço como sendo um poço artesiano.
Por que escolher um mini-poço? - 1-Um mini-poço pode atender todas às suas necessidades. 2-O índice de sucesso de um mini-poço é de 90% ou mais. 3-A garantia das empresas é de 100%. Os poços por elas perfurados somente serão cobrados se produzir o volume de água garantido em contrato. 4-O preço estipulado é fixo e sem surpresas no final da obra e inclui todos os serviços e materiais que são descritos com detalhes no contrato. 5-O custo é muito menor do que um poço profundo.Somente o custo de uma moto-bomba submersa, tubulação e fiação elétrica de um poço profundo, podem custar várias vezes o preço de um mini-poço completo.6-Além do fato que o custo de manutenção de um poço profundo é muito alto.
O que determina a vazão? - Para este tipo de poço o fator determinante é a posição do mesmo em relação à bacia em que se encontra.Se o poço estiver em local muito alto, a profundidade será maior e a vazão menor. Se estiver na parte baixa da bacia, a profundidade será menor e a vazão maior.
O que determina a qualidade da água? Entre vários fatores, o mais importante é o local da perfuração.Se o poço for perfurado nas proximidades de fossa, brejo ou qualquer outro local contaminado é provável que a água seja contaminada.Porém, se forem respeitadas as distâncias recomendadas dos focos contaminantes, é muito provável que a água seja de boa qualidade.Existem poços de água mineral comercial com 4 metros de profundidade de ótima qualidade e poços com mais de 300 metros, contaminados com metais pesados e outros produtos prejudiciais à saúde.Portanto, um poço profundo não é garantia de boa qualidade da água.
 POÇOS SEMI-ARTESIANOS:
Autorização ou outorga - No Estado de São Paulo, para fazer a perfuração, é preciso uma autorização (chamada outorga) do DAEE, Departamento de Águas e Energia Elétrica. Em geral, a empresa contratada se encarrega de obter esta autorização. É bom garantir que este item conste do contrato.Assim que o poço começa a funcionar, ele precisa ser registrado no DAEE, para ter licença de uso. Esta parte é de responsabilidade do contratante. Contatos com o DAEE: www.daee.sp.gov.br. Confira se a empresa contratada está cadastrada no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), e se contribui para a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas). A consulta pode ser feita pelo telefone (11) 3104-6412 ou no site www.abas.org.Certifique-se da existência de assistência técnica. Comprove se a empresa tem seguro de responsabilidade civil geral, para o caso de acidentes. Verifique se o seguro do prédio vai necessitar mudanças.Informe-se sobre a estrutura técnico-operacional e se está equipada com gerador próprio para testes de vazão.  Observe se há uma frota de caminhões-pipa. São eles que fornecem a água necessária para os trabalhos de execução do poço.
Avaliação da qualidade da água - Para saber da existência de lençol freático é necessário fazer um estudo geofísico. Após a perfuração do poço, o condomínio passa a fazer um monitoramento diário e mensal, através de análises físico-químicas e microbiológicas.A qualidade da água só poderá ser avaliada após a perfuração do poço, através das análises físico-química e bacteriológica. A empresa é responsável apenas por garantir que não haja problemas bacteriológicos de qualidade da água em relação à construção do poço. Problemas por exemplo de excesso de Flúor na água, são características do meio geológico onde a mesma se encontra e não um problema de perfuração. Pode haver, embora muito raros problemas de contaminação da água do poço construído para o seu condomínio, proveniente de outros poços artesianos, mal construídos por outras empresas e que utilizam o mesmo lençol subterrâneo. Sobre a existência do lençol subterrâneo, este fica condicionado a presença de fraturas (fendas, rachaduras) nas rochas ou zonas vesiculares (furos na rocha semelhantes a uma esponja). São através destas estruturas que a água circula e é armazenada. Se tais estruturas não forem encontradas durante a perfuração ou a água não conseguir atingí-las, o poço será improdutivo (seco). Não há equipamento desenvolvido pelo homem capaz de encontrar água nas rochas de maneira 100% eficiente. Em relação à Cidade de Cascavel, o potencial para água subterrânea é muito grande. Dos 460 poços perfurados por nossa empresa no município, apenas 3 foram considerados improdutivos.
A manutenção de Poço semi-artesiano:
Quais os danos causados à natureza? - Todo uso consciente de um recurso natural não causa dano a natureza, mas para isso é preciso respeitar a lei e todas as regras impostas, é preciso também que haja fiscalização dos órgãos competentes, pois o mal  uso de um, contamina o lençol freático que todos utilizam. Um poço bem construído não oferece qualquer risco à natureza. Como nossos poços isolam totalmente a água do solo da água subterrânea, não há risco de contaminação do lençol subterrâneo. Quando perfuramos poços, nunca solicitamos a derrubada da vegetação para a construção do poço.Segundo alguns pesquisadores, está ocorrendo uma super exploração dos aqüíferos. A cada segundo são retirados dos rios e do subsolo no Brasil 840 mil litros de água por habitante, 40% desta água é desperdiçada, ultrapassando o padrão aceito internacionalmente, que é de 20%.Nos lugares onde há muitas casa e asfalto os lençóis freáticos podem ressecar, porque não há como a água da chuva penetre no solo para reabastecê-los.

Como é feito a manutenção do poço? - O que determina a limpeza e desinfecção de um poço é o resultado da análise físico- química e bacteriológica do poço, normalmente a cada 06 meses. Já os reservatórios faz-se necessário uma vez por ano.Em relação ao poço artesiano, nossos equipamentos de bombeamento têm uma vida muito prolongada. O poço pode ficar 10, 15 até 20 anos sem que ocorra qualquer problema com a bomba. No máximo pode haver a queima de um fusível no painel da bomba cuja substituição é de um valor muito baixo.O poço é uma construção civil realizada abaixo do nível do subsolo, fora do alcance visual, sujeito a problemas de origem mecânica, química ou geológica. A Manutenção Preventiva é a maneira mais econômica e eficiente de reduzir os efeitos prejudiciais desta ocorrência.Quando se trata de poço, geralmente só é dada alguma atenção ao equipamento de bombeamento e, mesmo assim, quando ocorre alguma avaria. Como já foi dito acima, por estarem situados abaixo do nível do solo, vale aquele adágio popular: “O que não é visto, não é lembrado".É necessária uma manutenção preventiva, o que certamente proporcionará benefícios na diminuição das despesas de energia e custo de operação.
A prática da manutenção do tipo corretiva consiste em atacar problemas pelos efeitos imediatos tais como:a)-Obstrução das seções filtrantes;b)-Produção de areia e argilas;c)-Deterioração da estrutura do poço;d)-Defeitos no equipamento de bombeamento;e)-Desgaste e corrosão da tubulação e adutora;f)-Problema bacteriológico do aqüífero;g)-Queda da vazão ou falta de produção de água do poço;h)-Falha nos equipamentos elétricos do quadro de comando. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Morte de Alexandre o Grande investigada

Alexandre em Vaso Grego
por PGAPereira

Na Babilônia, em 11 de Junho, 323 aC, por volta das 05:00, Alexandre o Grande morreu aos 32 anos, tendo conquistado um império que se estende desde a Albânia moderna para o leste do Paquistão. A questão de que, ou quem, matou o rei macedônio nunca foi respondida com sucesso. Hoje novas teorias estão conjecturando uma história mais longa, a execução de casos frios. Tal como a morte de Stalin, em comparação, a morte de Alexander representa um mistério que é talvez insolúvel, mas ainda assim irresistível. Os lustres da conspiração têm especulado sobre isso desde antes de o corpo do rei esfriasse, mas recentemente tem havido um número extraordinário de novos acusadores e novos suspeitos. Combustível foi adicionado ao fogo por Alexander Oliver Stone, lançado em 2004 com novas versões em 2006 e 2008: um filme que, independentemente das suas falhas artísticas, apresenta uma teoria historicamente informada sobre quem matou Alexander e por quê. Poucos eventos foram tão inesperados como a morte de Alexander. O rei tinha mostrado reservas fantásticas de força durante a sua campanha de 12 anos através da Ásia, suportando severas dificuldades e estado em funções de combate extenuante. Alguns chegaram a pensar nele como divino, uma idéia promovida e, talvez, entretida, pelo próprio Alexandre. Em 325, lutando quase sozinho contra os guerreiros do sul da Ásia, Alexandre teve um de seus pulmões perfurados por uma flecha, mas logo depois ele fez o mais difícil de suas marchas militares, uma caminhada de 60 dias ao longo da costa árida do sul do Irã. Conseqüentemente, quando o rei caiu gravemente doente e morreu dois anos depois, o choque sentido por seu exército de 50.000 fortes foi intensa. Assim foi a confusão sobre quem seria o próximo a liderá-lo, pois Alexander não tinha feito planos para a sucessão e ainda não tinha ainda nenhum herdeiro legítimo (embora nascesse logo após sua morte). O súbito desaparecimento de uma figura imponente de fato vir a ser um ponto de viragem catastrófico, o início de um meio século de instabilidade e conflito hoje conhecido como a Guerra dos Sucessores. Eventos dessa magnitude, inevitavelmente, levam a uma busca de causas. É perturbador pensar que o acaso cego - uma bebida ingerida por engano ou uma mordida de mosquito desconhecido - colocasse o mundo antigo em um novo curso perigoso. Uma explicação que mantém a mudança de mãos humanas pode de certa forma ser reconfortante, embora envolva um tom mais escuro de vista das relações de Alexandre com seus Companheiros, o círculo íntimo de amigos e oficiais de alta patente que o cercava na Babilônia. Os historiadores antigos não chegaram a nenhum consenso sobre a causa da morte de Alexandre, apesar de muitos atribuem à doença. Em 1996, Eugene Borza, um estudioso especializado em Macedônia antiga, participou de uma junta médica de investigação da Universidade de Maryland, que chegaram a um diagnóstico de febre tifóide; Borza desde então tem defendido encontrar na imprensa. Varíola, malária e leucemia também têm sido propostas, com infecção por alcoolismo, do ferimento do pulmão e dor – Heféstion, o amigo de Alexandre havia morrido alguns meses antes - muitas vezes visto como fatores complicadores. Mas alguns historiadores não estão dispostos a identificar uma doença específica, ou mesmo de optar entre a doença ou assassinato: dois especialistas de Alexander que, uma vez feita esta escolha (um de cada lado) mais tarde mudou suas opiniões para os indecisos. Com a pesquisa histórica em um impasse, detetives de Alexander estão chegando a novas idéias e novas abordagens. Armados com os relatórios de toxicologistas e patologistas forenses e aprofundando-se em psicologia criminal, eles vão re-abrir o arquivo Alexander como uma investigação de assassinato em curso.
A idéia de que Alexandre foi assassinado primeiramente ganhou maior atenção em 2004, graças ao fim do filme de Stone. No seu epílogo geral sobre Alexandre, o sênior Ptolomeu (interpretado por Anthony Hopkins), olhando para trás ao longo de décadas pela morte de seu comandante, declara: "A verdade é que o matei. Ao silêncio, consentiu... Porque não poderia continuar. ' Ptolomeu, em seguida, instrui o escriba alarmado registrando suas palavras para destruir o que ele acaba de escrever e começar de novo. "Você deve escrever: Ele morreu de doença, e na condição enfraquecida." A idéia de que os generais de Alexandre sentiram-se empurrados para longe demais do seu mestre e para impedi-los de serem coniventes com o assassinato, surgiu de Stones a famosa trama propensa a imaginação. Há alguma evidência de que nem mesmo os comandantes de  Alexandre estavam dispostos a segui-lo em qualquer lugar. Na Índia, em 325 aC, na margem oriental do rio Indus, o exército de Alexandre fez uma greve de não marchar, quando recebeu ordem para marchar para o leste, para o Ganges. Mesmo os mais altos oficiais de patente participaram do motim. Stone considerou este episódio um precursor da conspiração do assassinato posteriormente, já que Alexander estava novamente planejando vastas novas campanhas no momento de sua morte. "Eu não posso acreditar que esses homens estavam seguindo com Alexandre para a Arábia e Cartago, ele disse em uma entrevista em 2008 na Universidade da Califórnia, Berkeley. Stone também se baseou em pesquisa histórica sobre a idéia que Ptolomeu comandou um encobrimento do assassinato de Alexandre, mas as águas que ele está vadeando aqui são realmente muito escuras. A  história composta pelo escriba de Ptolomeu sobre a morte de Alexander, aparentemente, representa um antigo documento controverso chamado Jornais Reais. Embora agora perdidos, ficassem resumidos (em versões diferentes) por Ariano e Plutarco, dois escritores gregos do Império Romano, que endossou o estudo como o registro mais confiável dos últimos dias de Alexandre. Alguns estudiosos, liderados pelo australiano classicista Brian Bosworth, acreditam que os Jornais Reais foram falsificados para tornar a morte de Alexandre parecer natural, assim como o filme de Stone representa (embora Bosworth culpasse Eumenes, o secretário da corte de Alexandre, ao invés de Ptolomeu). Outros discordam, sendo os relatos dos jornais reais apenas o que Ariano e Plutarco imaginavam, uma testemunha ocular sem formação do dia-a-dia. O debate sobre as revistas da Royal tem enormes implicações para nossa compreensão da morte de Alexandre, porque Ariano e Plutarco descrevem esse evento muito diferente de outras fontes antigas. Ambos os autores dizem que Alexandre tornou-se febril após sair de uma bebedeira na casa de um amigo chamado Medius. Sua febre piorou ao longo de 10 ou 12 dias (os dois relatos diferem em cronologia), levando finalmente a um estado de paralisia em que o rei pudesse se mover porém sem falar. Como suas tropas embaralhavam-se ao passar pelo seu leito, os relatórios de Adriano afirmam que Alexandre apenas movia os olhos para dizer adeus a cada um. Morreu no dia seguinte.
Mas uma variedade de outras contas pinta um quadro muito diferente e foi isso que Stone seguiu em Alexander. Nesta versão alternativa Alexander foi atingido no meio da festa bebendo ao invés de mais tarde e, mais importante, assim como ele drenou um copo grande de vinho. Essas contas dizem que Alexander sentiu uma sensação de punhalada nas costas depois de derrubar o copo e gritou em voz alta. Daquele ponto em diante dessas fontes agrava-se uma variedade de sintomas, incluindo uma grande dor, convulsões e delírio, mas pouco ou nada dizem sobre a febre, a tônica de Plutarco e contas de Arriano. A dor aguda após um gole de vinho que sugere claramente veneno, razão pela qual Plutarco, em sua biografia de Alexandre, negou veementemente que tivesse ocorrido. "Alguns autores pensam que têm a dizer tais coisas, como se compõe o trágico final de um grande drama", ele zombou. Aparentemente, a disputa entre aqueles que pensavam que Alexander tinha morrido de doença e aqueles que suspeitam de assassinato - essencialmente, aqueles que fizeram ou deixaram de confiar nos jornais Royal - já era abundante na época de Plutarco. Provavelmente, todos os relatos dos sintomas de Alexandre foram centrifugados de um jeito ou de outro e ninguém pode ser confiável absolutamente. Para apoiantes do cenário de envenenamento a questão central é, naturalmente, "whodunnit? O filme de Stone é extremamente cauteloso ao responder esta pergunta. Na cena que retrata o banquete fatal olhares confirmativos são trocados entre os companheiros para mostrar que eles sabem que a xícara de Alexandre contém veneno, mas nenhuma pista é dada a forma como ele chegou lá. Ao contrário de muitos escritores gregos e romanos estarem certos de que eles sabiam não só quem fez isso, mas como e com que veneno. Com notável uniformidade eles apontaram o dedo para Antípatro, o general sênior que Alexander tinha deixado a cargo da pátria macedônia, e dois de seus filhos, Cassandro e Iollas. Antípatro pode realmente ter tido razão para querer ver Alexander morto na primavera de 323 aC, pois o rei tinha acabado de tirá-lo do seu posto e chamou-o para a Babilônia, talvez com intenções hostis. Antípatro ficou, mas Cassandro foi enviado em seu lugar. De acordo com vários relatos antigos Antípatro enviou seu filho com um projeto de águas tóxicas, coletadas a partir do lendário Rio Styx (acredita-se fluir acima do solo no norte do Peloponeso antes de mergulhar para dentro do submundo). A água teve que ser transportada em um casco oco de mula, pois disse que era para comer direito através de qualquer outra substância, exceto chifre. Na Babilônia, a noticiar o fato, Cassandro passou o casco desta mula para Iollas, seu irmão - bastante conveniente, Alexandre vazou o vinho - que então passou a toxina à bebida do rei.
Os elementos básicos dessa história são os mesmos em todos os contos antigos, mas os detalhes variam. Algumas versões mencionam o filósofo Aristóteles como um co-conspirador, ele era um amigo conhecido de Antípatro e, provavelmente, por esse tempo afastado de seu ex-aluno Alexandre, que havia sancionado a morte de seu comparsa Callisthenes. Outros acusam Medius, o anfitrião do jantar final e fatal, supostamente amante de Iollas,do sexo masculino, um participante na trama. Uma versão muito antecedente, publicada em um panfleto anônimo grego, agora conhecido como Os Últimos Dias e do Novo Testamento de Alexander, fez Iollas duplamente culpado: quando o primeiro esboço de veneno não conseguiu matar Alexander, Iollas administrou um segundo, imersão em água do Styx,  apenas ele costumava ajudar o vômito do  rei. Até recentemente os historiadores descartaram a história do envenenamento por água do Styx como uma ficção, possivelmente uma mancha política destinada a prejudicar Antípatro e Cassandro. Ambos eram concorrentes do  poder na era após a morte de Alexandre e tinha muitos inimigos, especialmente Olímpia, a mãe vingativa de Alexandre (que, talvez para ajudar a fomentar a idéia de culpar a família Antípatro, que finalmente, desenterrou Iollas de sua sepultura e ter suas cinzas espalhadas ao vento ). Mesmo a idéia de que a água comum do rio grego poderia ter propriedades tóxicas parecia absurda. Em 1913, o ilustre classicista JG Frazer, declarou que as águas dos gregos identificados como o Styx, hoje chamada Blackwater ou Mavroneri, não continha toxinas e não descansou o assunto por quase um século. Mas, em uma apresentação em uma conferência em Barcelona em 2010, o historiador Adrienne Mayor e o toxicologista Antoinette Hayes propôs que o calcário em torno de Mavroneri poderia facilmente ter nutrido uma bactéria letal chamada caliqueamicina. Ensaios químicos estão sendo planejados para determinar se essas bactérias ainda estão presentes hoje (embora possam ter desaparecido ao longo dos séculos). O prefeito e Hayes argumentam que "caliqueamicina poderia causar a doença e a morte como o descrito por Alexander" - incluindo a febre alta, geralmente visto como prova de uma morte natural. A pesquisa do prefeito e Hayes poderiam sugerir que Alexandre foi assassinado, embora os próprios autores parassem de reclamar. Eles estão mais interessados ​​em explicar a lenda que a própria morte. Sua tese de que o Styx realmente era fortemente tóxico seria explicada  por que Antípatro e seus filhos foram os principais suspeitos do mundo antigo: Cassandro viajou da Europa para Babilônia apenas algumas semanas antes do início dos sintomas de Alexandre desde uma conduta óbvia pela qual a água Styx poderia ter chegado à mesa do banquete do rei. (Cassandro mais tarde ajudou a confirmar as suspeitas do mundo antigo sobre ele por usurpar o trono da Macedônia e pela execução da mãe de Alexandre, esposa e filho.)
Os autores também estão interessados ​​em como, no imaginário grego, a ressonância mítica do Styx, um rio imaginava-se capaz de surpreender até mesmo os deuses, fez dele uma arma ideal para usada por Antípatro e seus filhos. "Essa é uma droga sagrada que iria emprestar uma aura de divindade para Alexander", disse o prefeito recentemente. "Uma droga comum não faria. Só uma substância muito rara, potente e lendária seria apropriada para Alexander.” Resta saber se tais glosas sobre a lenda da conspiração Antipater pode ajudar a desvendar o mistério. Mas é claro que a abordagem prefeito-Hayes, combinando as toxinas disponíveis para o mundo antigo com sintomas relatados de Alexandre, tornou-se uma rota cada vez mais popular para o mistério. Três outros pesquisadores perseguiram nos últimos anos, combinando-a com três novas hipóteses sobre quem poderia ter administrado a toxina: Ptolomeu, um dos principais generais de Alexandre, cometeu o assassinato com arsênico; Rhoxane, esposa do rei, o fez com estricnina; os médicos de Alexandre fizeram isso, mas por acidente, com raiz de heléboro em pó. A  última dessas teorias surgiu a partir da colaboração improvável da toxicologista Leo Schep da Nova Zelândia e do detetive da Scotland Yard John Grieve. Estes dois homens foram reunidos em um documentário de televisão de 2009, a misteriosa morte de Alexandre o Grande. Schep tinha por esse tempo chegado  à conclusão que o pó branco de heléboro, é usado medicinalmente pelos antigos gregos, mas letais em doses elevadas, poderiam melhor relatar os sintomas registrados em Alexandre. Grieve, em seguida, fez a suposição de que o heléboro não foi entregue por um assassino, como Schep supunha, mas por médicos de Alexandre, que acidentalmente levou a overdose de seu paciente durante a tentativa de curá-lo. Especulação engenhosa de Grieve é ​​só isso, mas já ganhou o aval de pelo menos um especialista de Alexander, o britânico classicista Richard Stoneman. "Hellebore, apesar de seus perigos, foi a prescrição favorito de muitos médicos antigos por causa de seus violentos efeitos purgativos", observa Stoneman. "Mas foi fácil chegar a dose errada, e os médicos de Alexandre poderiam ter tido acesso a uma estirpe desconhecida do medicamento na Babilônia -. Ou mesmo descaracterizou o rótulo da Babilônia ' Mas a toxicologia em que Schep e Grieve dependem, evidentemente não é uma ciência exata, especialmente quando praticada a uma distância de 2.300 anos. O autor Graham Phillips apresentou o mesmo registro de sintomas de Alexandre como Schep para o condado de Los Angeles Poison Center Regional, mas obteve uma resposta muito diferente. Em seu livro 2004 Alexandre, o Grande: Murder in Babylon Phillips alega que só a estricnina poderia ter produzido uma morte semelhante à de Alexandre.
Na seqüência de uma trilha às vezes tortuosa de lógica, Phillips tenta identificar o assassino de Alexandre por descobrir quem tinha acesso a estricnina. A planta venenosa é rara ao longo da rota feita em Março por Alexandre e poderia ser colhida apenas nas regiões de altitude do subcontinente (Paquistão moderno). Nem toda a comitiva de Alexandre seguiu em tais áreas, permitindo a Phillips eliminar potenciais suspeitos. Ele conclui que apenas uma pessoa que poderia ter tido um motivo para matar Alexander também tinha os meios: Rhoxane, a primeira das três esposas do rei. Ela tornou-se furiosa com Alexander, Phillips assume, por seus dois casamentos subseqüentes com princesas persas e o matou. Este ponto de vista de Rhoxane como últimos dias de Medea revive um popularização aa tragédia inglesa do século 17 por Nataniel Lee, The Queens rivais, mas não é suportada pela evidência. (Oliver Stone, também, retrata Rhoxane como uma mulher mortalmente ciumenta, embora ele a tenha culpada da morte de Heféstion - em sua opinião, amante de Alexandre. Ao invés de o próprio Alexandre). O arsênio fica no centro das atenções em um livro de 2004, A morte de Alexandre, o Grande por Paul Doherty, romancista e historiador amador. Doherty dá particular ênfase a um pedaço macabro de provas citadas por Plutarco e do escritor romano Quintus Curtius: o corpo de Alexandre não se deteriora, mesmo depois de ficar exposto ao calor do verão da Babilônia por uma semana ou mais. Doherty cita estudos de toxicologia do século 19 para mostrar que o envenenamento por arsênio pode levar a mumificação. No entanto, o júri parece estar ausente neste ponto e, por razões óbvias, as oportunidades de testes de campo são poucas. Se o corpo de Alexandre realmente resistir à decomposição - e alguns especialistas consideram a história uma ficção - então várias explicações têm que ser consideradas. Aqueles que acreditam que Alexander bebeu até morrer alegaram que seu corpo era mais ou menos conservado em álcool. Estricnina de heléboro, e as bactérias caliqueamicina dão propriedades conservantes por seusdiferentes partidários. Os defensores de o cenário doença dar uma razão completamente diferente e mais perturbadora para o fenômeno não-decadência: Alexander, em sua opinião, só apareceu morrer em 11 de Junho, na verdade ele entrou em um coma profundo. Ele pode ainda ter ficado quase morto quando os embalsamadores chegaram muitos dias mais tarde para o estripar.
O livro de Doherty usa alguma adivinhação intrigante para se chegar a Ptolomeu como o seu principal suspeito. Ptolomeu tem a melhor atribuição pós-Alexander de qualquer um dos principais generais, uma postagem no Egito rico. Ele finalmente estabeleceu um reino independente o  qual resistiu por séculos, até que finalmente perderam para sua descendente Cleópatra em 30 aC. Doherty argumenta que o sucesso depois de Ptolomeu, o raciocínio de que quem mais ganhou com a morte de Alexandre teve o maior incentivo para realizá-lo. É o mesmo pensamento que Oliver Stone usou quando fez Ptolomeu um membro principal da trama de assassinato descrita em Alexander. Como o diretor disse na entrevista com Berkeley: 'Eu vou voltar ao [ filme] JFK: Cui bono? Quem se beneficia? “É surpreendente pensar que Ptolomeu ou Rhoxane, duas pessoas, normalmente consideradas como dependentes e dedicadas  a Alexandre,  queria vê-lo morto, mas essas possibilidades não podem ser descartadas. Nem a hipótese Stone que todo o pessoal em geral conivente com o assassinato de Alexandre, pelo menos não intervieram por ele ('Por que o silêncio consentido'). Na verdade John Atkinson, um classicista Sul Africano, apresentou um cenário muito parecido com o do filme de Stone, em um artigo de jornal de 2009 intitulado "Últimos dias de Alexandre : Jogos da malária e da Ment?" (Co-autoria com dois médicos especialistas, Elsie e Etienne Truter). Como Ston, Atkinson retrata um Alexandre  que nos últimos meses foi temido e desconfiado por seus colaboradores mais próximos. "Os policiais estavam lidando com um homem que havia se tornado paranóico e barato", ele e seus co-autores. "Os homens que valorizavam suas próprias vidas não teria desejo de ser liderado por alguém que poderia novamente arriscar a própria vida e colocar seus homens em perigo mortal desnecessário." Na opinião de Atkinson as campanhas que Alexander tinha em mente em junho de 323 aC - incluia a conquista da Arábia, Cartago e  toda a costa do Mediterrâneo – tornara-se uma ponte longe demais para oficiais de Alexandre. Depois amotinaram-se de volta do Oriente, argumenta ele, estes homens agora sentia que só a morte poderia impedi-los de assumir o Ocidente. Mesmo em relação a Alexander como um pária para seu próprio povo, Atkinson rejeita a idéia de que ele foi envenenado, aparentemente em razão de seus sintomas. Seu veredicto é algo mais próximo à eutanásia: depois que o rei ficou doente seu círculo íntimo empurrou-o para a morte com os 'jogos psicológicos' do título do artigo. "Os oficiais nos tribunais de Alexandre teve a oportunidade de trabalhar em sua mente e enfraquecer a sua vontade de sobreviver", Atkinson escreveu. "Talvez ele tenha chegado ao ponto de acreditar que a única coisa heróica deixada para ele fazer era morrer."
E assim, o debate continua com novos caminhos levando a mistérios mais obscuros e levantando questões cada vez mais difíceis. Ironicamente, o resultado líquido da teorização recente foi a criação de maior incerteza do que nunca, até mesmo para quebrar a dicotomia entre a doença de longa data e cenários de veneno. O prefeito e Hayes levantam a possibilidade de que Alexandre morreu de uma doença, mas mesmo assim foi assassinado, John Grieve suspeita que ele foi envenenado, mas por acidente. Atkinson afirma que a morte de Alexandre não era inteiramente penal nem totalmente natural, mas algo no meio. Se o corpo embalsamado de Alexander já foi encontrado - e alguns pesquisadores continuam na sua procura - podemos finalmente saber o que causou sua morte, mas a múmia desapareceu de vista no século terceiro ou quarto (que havia sido exibida anteriormente, num suntuoso monumento em Alexandria). Enquanto isso, os pesquisadores continuarão a se debruçarem sobre os registros deixados por Plutarco, Arriano, Diodoro, Justin e Curtius Quintus. Infelizmente, o conjunto de dados textuais é suficientemente grande para permitir múltiplas formas de ligar os pontos.Com restos físicos carentes e testemunho escrito a carga ambígua da prova o caso Alexander cai pesadamente em provas circunstanciais e muito deste apresenta um sério desafio a todas as teorias da conspiração. Os opositores de tais teorias há muito observou que o próprio Alexandre, durante os 10 ou 12 dias que ele deslizou em direção à morte, nunca deu qualquer sinal  que ele suspeitasse de veneno, que ele havia se tornado rápido para farejar e punir traidores em seus anos finais. Ele nunca teria ido de bom grado a sua morte (como o filme de Oliver Stone parece implicar), nem que seus inimigos lhe permitissem permanecer assim por muito tempo se tivessem de fato agidos contra ele. Um declínio lento lhe permitiria ordenar suas execuções. Para afirmar que Alexandre foi envenenado teria-se que admitir que o trabalho fosse mal estragado. O mesmo pode ser feito sobre o que se seguiu à morte de Alexandre. O caos e o colapso nas décadas seguintes em nada se parecem com o resultado de um assassinato planejado. Se o objetivo dos generais era "ir para casa e gastar seu dinheiro", como Oliver Stone afirmou em sua entrevista em Berkeley, eles falharam miseravelmente. Ninguém jamais voltou à Macedônia e Ptolomeu não conseguiu ganhar paz ou segurança. Muitos dos outros continuaram lutando e matando uns aos outros. Dado que a central de Alexandre concedesse estabilidade ao seu mundo, eles não tinham razão em junho de 323 aC para esperar o contrário. Qualquer plano para envenenar Alexander acarretava muitos  perigos, especialmente para os guerreiros macedônios que não tinham experiência com toxinas. As teorias conspiratórias têm de assumir que os generais de Alexandre odiavam seu comandante o suficiente para arriscar tudo. É mais fácil vê-los na forma como nas fontes de retratá-los: como um grupo dedicado de oficiais de elite que dependem de suas fortunas para a sobrevivência e o sucesso de seu rei. Assim é mais fácil, no final, para acreditar que Alexandre morreu de doença, apesar de engenhosos e determinados esforços recentes para provar o contrário.

sábado, 3 de março de 2012

Sobre bebidas alcoólicas

por PGAPereira

1 - Aviso aos sóbrios: A família de compostos conhecidos como álcoois são todos toxinas que podem matar você, quer seja instantaneamente, de forma rápida ou gradual.
2 - No entanto, um deles, álcool etílico ou etanol é um supérfluo da dieta humana. O arqueólogo Patrick McGovern especula que bebidas fermentadas foram feitas a mais de 100.000 anos atrás, quando as primeiras pessoas se espalharam para fora da África.
3 - As sementes de maçãs que Johnny vendeu aos agricultores em todo Ohio e Indiana produziram maçãs que eram comestíveis, mas perfeitas para fazer cidra.
4 - Segundo a Hipótese do macaco bêbado, o nosso entusiasmo para bebidas alcoólicas deriva de impulsos de nossos ancestrais distantes para procurar as frutas mais maduras, com mais intensidade em energia.
5 - O condutor de zoológico: O malasiano rotineiramente engole o equivalente a nove taças de vinho por noite em néctar fermentado naturalmente, e ainda permanece totalmente funcional.
6 - Para um pau-d’água, nada mal.
7 - A fermentação ocorre quando as enzimas, geralmente produzidas por leveduras, convertem moléculas de açúcar nas uvas ou grãos, em etanol.
8 - Processo que também pode acontecer no seu sistema digestivo,com picos em cada 100 ml de sangue entre 0,01 a 0,03 mg de álcool.
9 - Sério diretor! Médicos japoneses observaram pacientes com “síndrome de auto-fábrica de cerveja”, em que altos níveis de levedura cândida nos intestinos despejam tanto álcool que elas podem causar embriaguez.
10 - Não é necessário digestão. O etanol é uma pequena molécula simples com dois átomos de carbono, seis de hidrogênios, e uma reserva de oxigênio que se derrama – que conseguem transpassar - diretamente para fora do estômago e do intestino delgado para a corrente sanguínea.
11 - A pessoa de musculatura magra será menos afetada pela bebida do que alguém com mais gordura corporal: tecidos ricos em água musculares absorvem o álcool de forma eficaz, impedindo-o de chegar ao cérebro.
12 - A embriaguez é considerada uma disfunção dos neurônios em sua cabeça, mas os pesquisadores australianos relataram recentemente que parte do sentimento pode resultar em vez do efeito do etanol sobre o sistema imunológico do cérebro. A descoberta pode levar a novos tratamentos para o alcoolismo.
13 - Os tempos estão mudando. Em 1895, a Anheuser-Busch lançou a cerveja Malt-Nutrine com 1,9 por cento de teor alcoólico, prescrito por médicos como um tônico para as mulheres grávidas e uma bebida nutricional para as crianças.
 14 - Até 1916 uísque e conhaque foram listados como medicamentos cientificamente aprovados na Farmacopéia dos Estados Unidos.
15 - Beber e dirigir: excedentes de vinho na Suécia são destilados em etanol, misturado à gasolina e vendido em postos.
16 - O etanol foi amplamente utilizado como combustível industrial na América até que um imposto sobre as bebidas alcoólicas, arrecadados para ajudar a pagar a Guerra Civil, provocou uma mudança para o querosene e metanol.
17 - Metanol, uma destilação de polpa de madeira pode destruir os nervos ópticos. "Bêbado Cego" É Proibido-era gíria para danos causados ​​por consumo de álcool metanol de cereais que haviam sido cortados por contrabandistas inescrupulosos.
18 - Cervejaria Interestelar: As nebulosas onde as estrelas se formam estão repletas de hidrogênio, carbono, oxigênio e os blocos atômicos de construção de álcool.
19 - Certamente, os astrônomos descobriram grandes quantidades de etanol, tanto quanto 400 trilhões de trilhões de cervejas, na G34.3 , uma nuvem interestelar distante 10.000 anos-luz da Terra.
20 - Lembrete para 2012: Não olhar para a cortiça. O dióxido de carbono em garrafas de champanhe cria 90 libras de pressão por polegada quadrada, três vezes a pressão de pneus de automóvel. Rolhas que atingir o olho podem causar descolamento de retina, visão dupla e cegueira. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Efeitos dos video-games nas crianças

Escola da Rússia

Os efeitos dos video-games sobre as crianças: o que os pais precisam saber

Pelo Dr. Douglas Gentile ,psicólogo do desenvolvimento, professor assistente de psicologia na Iowa State University e diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Mídia e Família, onde realiza pesquisas com crianças e adultos e colaboração de PGAPereira.

O lar da indústria de videogames tem 30 anos de idade. Nesse tempo, a informática melhorou a uma taxa geométrica. A promessa de computadores e videogames como professores foi claramente reconhecida na década de 1980, quando houve um esforço nacional para levar os computadores para salas de aula. Nos anos que se seguiram, os pesquisadores descobriram que os softwares e jogos educativos podem realmente ter vários efeitos muito positivos na habilidade acadêmicas das crianças. No mesmo período, os videogames também se mudaram para as casas das crianças. (Eu defino jogos de vídeo amplamente, como incluindo jogos arcades, jogos de computador e jogos em casa do console como o PlayStation.) As crianças começaram  a jogar jogos de vídeo para aumentar a quantidade de tempo, e os próprios jogos se tornaram mais violentos graficamente ao longo do tempo. Pais, educadores, médicos e pesquisadores começaram a questionar o impacto dessas mudanças.Entre as populações escolares fundamental e médio, as meninas brincam em média  5,5 horas por semana e os meninos em média 13 horas por semana. Jogar games não se limita aos rapazes adolescentes. Recentemente, o Wall Street Journal informou que várias empresas estão agora projetando consoles de vídeo games para pré-escolares. Pré-escolares com idade entre 2 a 5 anos jogam em média  28 minutos por dia. A quantidade de tempo gasto com vídeo games  está aumentando, mas não à custa de visionamento de televisão que se manteve estável em cerca de 24 horas por  semana. Semelhante a estudos anteriores sobre a televisão, os dados sobre os hábitos  de usos de videogames das crianças estão correlacionados com fatores de risco para a saúde e com pior desempenho acadêmico. Quando o jogo de vídeo é analisado para conteúdos violentos, fatores de risco adicionais são observados para o comportamento agressivo e dessensibilização à violência. Os alunos brasileiros estão ficando mais violentos, beligerantes e covardes. Dá medo o professor lecionar de costas para esses bandidos afoitos. As agressões a alunos de mesma classe e professores virou noticiário diário e contra esse estado de coisas ruins as secretarias de educação estaduais já muito ultrapassadas fingem não ter tomado conhecimento do real perigo da atual conjectura das lan-houses, nem têm capacidades intelectuais de enfrentar esses acintes, pois não existe um código de conduta para o alunado brasileiro.
Lan-house da China
Mas qual é o fascínio dos jogos de computador? Psicologicamente todos devem saber que reside no ato confortante e aprazedor de vencer uma partida, ou melhor, adquirir uma vitória a mais em sua carreira triunfal. Na verdade, existem diferentes modos de se satisfazer plenamente, que resvalando para o lado selvagem dos animais irracionais seria como dizer atingir o clímax (orgasmo) da satisfação pessoal. Sendo assim, claro que o alunado bem satisfeito enfrentaria mais um dia de labuta em sala de aula mais obediente, mais tolerante. No entanto, jogo é jogo, ou melhor, uma vez se ganha outra se perde, e quando se perde fecha-se o tempo, instala-se um mal-estar irrascível e amedontrador. Portanto, é hora de se escolher  games que não leve a este estado de sentimento desesperador extremo. E pode ocorrer de um aluno ficar a todo instante xingando o adversário numa atitude mesquinha e inoportuna. Há games que levam os seus jogadores às nuvens de tanta fantasia e novidade assimiladas pela mente do jogador. Eu mesmo, após jogar Star Wars Racer sonhei está correndo a altas velocidades nas nuvens sob cores fantásticas. Obviamente muitos jogos de computador trazem landiscapes futuristas e avançadíssimas à nossa era. Felizmente podemos desfrutar de consoles surrealistas.  
Call of Duty

Jogos de vídeo são professores naturais. As crianças os consideram altamente motivadores: em virtude de sua natureza interativa. As crianças estão ativamente engajadas a eles: eles fornecem a prática repetida, e que incluem recompensas para o jogo hábil. Estes fatos tornam evidentes que os videogames podem ter grandes efeitos, alguns dos quais são destinados pelos designers do jogo (free), e alguns dos quais não podem ser destinados (demos). Video games foram mostrados para ensinar às crianças habilidades saudáveis para o auto-cuidado da asma e diabetes, e tem sido bem sucedido em transmitir as atitudes, habilidades e comportamentos para as quais eles foram projetados ensinar. Em um estudo com estudantes universitários, jogando um videogame de golfe (nos EUA) melhorou o controle dos alunos nas partidas realmente disputadas. Houve até mesmo estudos com adultos mostrando que a experiência com vídeo-games  está relacionado com melhores habilidades cirúrgicas. A pesquisa também sugere que as pessoas podem aprender iconologia, habilidades, atenção espaciais e visuais dos vídeo-games. Dado o fato de que os videogames são capazes de ter vários efeitos positivos, deve vir como nenhuma surpresa que eles também podem ter efeitos negativos. As pesquisas têm documentado efeitos negativos dos video-games sobre a saúde física das crianças, incluindo a obesidade, video-convulsões induzidas  e distúrbios posturais, musculares e esqueléticos, tais como compressão, tendinite do nervo, e síndrome de túnel do carpo. No entanto, estes efeitos não são susceptíveis de ocorrer para a maioria das crianças. A pesquisa, até à data sugere que os pais devem estar mais preocupados com duas coisas: a quantidade de tempo que as crianças brincam, e do conteúdo dos jogos que eles jogam.Simplificando, a quantidade de tempo gasto com jogos de vídeo tem uma correlação negativa com o desempenho acadêmico. Jogar jogos violentos tem uma correlação positiva com o comportamento anti-social e agressivo (a maioria dos pesquisadores definem a violência em jogos como quando o jogador pode prejudicar intencionalmente outros personagens do jogo). Análises de conteúdo mostram que a maioria dos jogos contêm alguma violência. A maioria das  crianças do 4º ao 8º graus preferem jogos violentos.
Prototype 2 Heller
 Olhando para as dezenas de estudos que já foram realizados com jogos de vídeo violentos, parece haver cinco efeitos principais. Jogar jogos violentos leva ao aumento da excitação fisiológica, aumento dos pensamentos agressivos, aumento de sentimentos agressivos, aumento de comportamentos agressivos, e diminuição da disponibilidade de ajuda pró-social. Essas pesquisas incluem estudos experimentais (onde pode ser mostrado que jogar jogos violentos realmente provoca aumento da agressão), os estudos correlacionais (onde a longo prazo as relações entre jogo e agressão ao mundo real pode está correlacionado), e estudos longitudinais (onde as mudanças em comportamentos agressivos das crianças pode ser demonstrada). Por exemplo, em um estudo com  mais de 400 alunos dos  3  aos  5 anos, os estudantes que jogavam videogame mais violentos no início do ano escolar sofreram mudança no comportamento alterando para se tornar mais agressivo fisicamente no final do ano letivo, mesmo depois de controlar estatisticamente por  sexo, raça, tempo total na tela,  agressão prévia, e outras variáveis ​​relevantes. Aparentemente, a prática fez perfeito.


Battlefield 3

A pesquisa também parece mostrar que os pais têm um papel importante a desempenhar. Crianças cujos pais limitaram a quantidade de tempo que podiam jogar e também usou a classificação de jogos de vídeo para limitar o conteúdo dos jogos que as crianças desempenham melhor na escola e também brigar menos. Sobre a limitação da quantidade, a Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças não devem gastar mais do que 1-2 horas por dia na frente de todas as telas eletrônicas, incluindo TV, DVDs, vídeos, jogos de vídeo (de mão, console ou computador), e os computadores (para uso não-acadêmicos). Isto significa  um total de 7-14 horas por semana. A criança em idade escolar média  gasta mais de 37 horas por semana na frente de uma tela. Nós todos gostamos de imaginar que nossos filhos estão acima da média, mas nesta dimensão não é uma coisa boa. Quanto ao conteúdo, jogos educativos são suscetíveis de ter efeitos positivos e jogos violentos são suscetíveis de ter efeitos negativos. Quase todos (98%) dos profissionais acreditam que a mídia violenta tem um efeito negativo sobre as crianças. A conclusão da pesquisa acumulada é de que a questão de saber se os videogames são "bons" ou "ruins" para as crianças é muito simplificada. Jogar um jogo violento por horas todos os dias pode diminuir o desempenho escolar, aumentar os  comportamentos agressivos, e melhorar as habilidades de atenção visual. Em vez disso, os pais devem reconhecer que os videogames podem ter efeitos poderosos sobre as crianças, e devem, portanto, estabelecer limites sobre a quantidade e o conteúdos dos jogos de  vídeo-games de seus filhos. Desta forma, podemos perceber os benefícios potenciais, minimizando os danos potenciais.